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Monday, March 14, 2011

CINEMA FANTÁSTICO INVADE SALAS DE LISBOA


Esta semana o cinema fantástico invadiu Lisboa. No cinema Londres decorreu a 2ª Mostra Syfy, que este ano não frequentei, e no circuito comercial estrearam quatro filmes do género. Desses só não fui ver o ÉPOCA DAS BRUXAS; o seu trailer promete muito CGI e explosões e pouca bruxaria, depois logo o vejo em DVD.

OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau) – David é um jovem candidato ao senado que conhece Elise, uma jovem bailarina, no dia da sua derrota. Os dois apaixonam-se, mas David é avisado por um estranho grupo de homens (acabadinhos de sair da série MAD MEN e todos com muito bom ar) que não a deve voltar a ver. Mas o destino quer que eles se reencontrem e vão ter que arriscar tudo para poderem ficar juntos. Baseado num conto do mestre da ficção-científica Philip K. Dick, este curioso filme fantástico, tem uma história original, que se segue sempre com interesse e é dirigido com humor e ritmo pelo estreante George Nolfi. Este demonstra também que, para se fazer um bom filme do género, não é necessário explosões, efeitos especiais espectaculares, cenas de acção alucinantes ou CGI; uma boa história e um bom elenco são mais do que suficientes. Por falar em elenco, a química entre Matt Damon e Emily Blunt (que nunca esteve tão bonita) é imediata e explode no ecrã com uma força arrebatadora que faz lembrar as grandes histórias de amor. Quanto aos “agentes do destino” estes são interpretados com estilo por Anthony Mackie, John Slattery e Terence Stamp. Dispensava a mensagem moralista, mas felizmente essa não estraga o filme. Classificação: 6 (de 1 a 10)

O RITUAL (The Rite) – O Vaticano tem um curso especial para exorcistas e, Michael Kovac, é um céptico seminarista americano que é enviado para o mesmo. A fim de lhe fazerem mudar as ideias, ele conhece o Padre Lucas, um exorcista pouco ortodoxo, e torna-se seu assistente, algo que vai pôr à prova as suas crenças. De todos os tipos de filmes de terror, os cuja acção se desenrola à volta de espíritos sempre foram aqueles que mais me assustaram, sendo o melhor O EXORCISTA. Esta nova abordagem ao assunto não é muito eficaz, faltando-lhe emoção e alma, mas mesmo assim ainda consegue causar alguns arrepios. A história é previsível e o jovem Colin O’Donoghue, com o seu ar de top-model, não me convenceu como Michael; quanto a Anthony Hopkins, isto é o tipo de coisa que ele faz com “uma perna às costas”. Se puderem, vejam antes O EXORCISTA. Classificação: 4 (de 1 a 10)


AS MÚMIAS DO FARAÓ – AS AVENTURAS DE ADÈLE BLANC-SEC (Les Aventures Extraordinaires d’Adèle Blan-Sec) – Enquanto Adèle procura uma múmia no Egipto, a fim de a ressuscitar e assim curar a sua irmã, em Paris nasce um pterodáctilo que semeia o medo pela cidade. Claro que ambas as histórias se vão fundir. Nunca li os livros desta banda desenhada, portanto este filme foi a minha introdução ao universo de Adèle e não fiquei fã. Luc Besson dirige um disparatado filme de aventuras fantásticas, demasiado longo e cujo humor raramente me fez sorrir. Para estas fantasias serem minimamente credíveis, é necessário personagens reais, de carne e osso, que nos façam acreditar no que se está a passar. Aqui todas as personagens são demasiados caricaturais, não havendo uma única com quem nos possamos identificar, nem mesmo o simpático Andrej Zborowski (interpretado por um giraço de nome Nicolas Giraud). Nem sequer existe um vilão de jeito! Quanto a Louise Bourgoin como Adéle, tem um ar irritante e arrogante (se calhar a personagem é mesmo assim), em nada contribuindo para o bem do filme. E eu que até costumo adorar estas coisas... Classificação: 2 (de 1 a 10)

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