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Monday, March 25, 2024

A MELODIA DO MAL (The Piper) de Erlingur Thoroddsen

A História: Uma famosa compositora morre ao tentar destruir uma partitura, supostamente o seu último trabalho. Uma jovem e ambiciosa flautista decide recuperar e terminar essa partitura, mas depressa descobre que ouvir/tocar a música tem consequências terríveis.

O Elenco: Julian Sands, que estranhamente parecia não envelhecer, tem aqui um dos seus últimos papéis como o exigente maestro, um bocado exagerado. No papel principal, Charlotte Hope não vai mal, mas falta-lhe qualquer coisa.

O Pior do Filme: O final era completamente dispensável e corta a atmosfera criada no clímax.

O Melhor do Filme: A música de Christopher Young, que este ano já ganhou 3 prémios, é verdadeiramente misteriosa (a palavra certa é “eerie”) e envolve-nos na sua melodia assombrada.

Veredicto Final: Para variar, temos uma história mais original do que é habitual nos recentes filmes do género. Inspirado no conto folclórico “O Flautista de Hamelin”, que ficou famoso pelas mãos dos Irmãos Grimm, o realizador/argumentista consegue criar uma atmosfera que me fez lembrar o cinema de Dario Argento, com bons momentos de tensão. Pena que o elenco não seja melhor e que a sequência final do concerto não vá mais longe, mesmo assim transmite-nos uma sensação desagradável. Podia ter sido um grande filme de terror, mas merece a atenção dos fãs do género.

Classificação: 5 (de 1 a 10)




Sunday, September 17, 2023

A LUZ DO DIABO (Prey for the Devil) de Daniel Stamm

Aqui o vilão é o demónio, que faz a vida negra aos seus possuídos e que está desejoso de apanhar uma freira com um passado duvidoso. Cabe a ela tentar salvar o dia, será que vai conseguir?

Com melhores interpretações (Jacqueline Byers é muito boa como a freira) do que é normal nos filmes do género, bem como calafrios, sustos e suficiente suspense, o filme mantém-nos interessados e só é de lamentar o dispensável final. Mas se gostam tanto de filmes de terror como eu, não percam.

Classificação: 6 (de 1 a 10)



Friday, September 15, 2023

COISAS ESTRANHAS E UM COMBOIO VIOLENTO

Como que em preparação para o MOTELx, os últimos filmes que tenho visto são todos dentro do género celebrado por esse Festival. Excepção para o divertido e ultra-violento BULLET TRAIN, onde Brad Pitt e um louco leque de personagens tentam matar-se uns aos outros num comboio de alta-velocidade, onde vale literalmente tudo! Não é um filme para todos, mas é uma boa e sangrenta comédia de acção, que recomendo!

Quanto aos outros houve um pouco de tudo. Uma mulher é assombrada por vários homens, uma jovem indígena enfrenta um terrível predador (sim, este está de volta, desta vez em streaming), um pai divorciado caça vampiros para ganhar a vida, um judeu desempregado tem que enfrentar um demónio durante um velório e, por fim, um pequeno grupo de pessoas tenta escapar ao apetite voraz de um extraterrestre.

Destes filmes todos o que mais gostei foi do THE VIGIl, que me provocou alguns calafrios e tem o tipo de atmosfera sobrenatural que eu tanto aprecio. O mais fraquito foi o dos vampiros, DAY SHIFT; é divertido e tem Jamie Fox à frente de um bom elenco, mas falta-lhe suspense e emoção. Quanto ao novo Predador, PREY, custa um pouco a arrancar e o elenco é fraquito, mas recupera o espírito do original e tem boas cenas de acção; na época do politicamente correcto, acho que podia ganhar mais plausibilidade se os indígenas não falassem em inglês.

Acção é algo que não abunda no poeticamente contemplativo, mas tenso, MEN. Jessie Buckley e Ronan Culkin dão-nos duas excelentes interpretações neste drama de terror que nos faz pensar e que apesar do seu visceral final, é aberto a muitas interpretações (possível moral do filme: nós os homens somos todos iguais). Em NOPE o extraterrestre mais original dos últimos anos e um simples chimpanzé demonstram que, apesar do que achamos, as criaturas selvagens não podem ser domadas; o resultado é visualmente interessante, tem algum suspense e os efeitos sonoros são excelentes.
















Apesar de ter passado um bom tempo com todos estes filmes, onde há de tudo para todos os gostos dos amantes do terror, a verdade é que nenhum deles me arrebatou. Apreciei a originalidade de MEN e do NOPE, mas acho que ambos deviam ser mais fortes e a acção arrasta-se um pouco sem necessidade disso. O THE VIGIL de original não tem muito, mas compensa com a sua carga sobrenatural, eficácia de meios e um final interessante.

Vamos lá ver que filme nos reservam os cinemas e os canais de streaming para as próximas semanas, não esquecendo que a nova edição do MOTELX está quase aí.

















BULLET TRAIN: COMBOIO BALA (Bullet Train) de David Leitch - Classificação: 7 (de 1 a 10)

MEN de Alex Garland - Classificação: 6 (de 1 a 10) 

NOPE de Jordan Peele - Classificação: 6 (de 1 a 10)

O PREDADOR: PRIMEIRA PRESA (Prey) de Dan Trachtenberg - Classificação: 6 (de 1 a 10)

TURNO DO DIA (Day Shift) de J. J. Perry - Classificação: 5 (de 1 a 10)

THE VIGIL – O DESPERTAR DO MAL (The Vigil) de Keith Thomas - Classificação: 6 (de 1 a 10)






Saturday, October 3, 2020

MOTELx 2020: UMA CRÓNICA PESSOAL

Nos últimos 14 anos, religiosamente, em Setembro, dedico uns dias de férias ao MOTELx. Este ano, pensei que, por causa do COVID, o Festival não se iria realizar, mas ainda bem que me enganei. Infelizmente, não pude pôr uns dias de férias, mas mesmo assim não deixei de ir praticamente todas as noites ao Festival.

Cada vez mais o género Terror vai abrindo as suas fronteiras, abrangendo os mais diversos temas e explorando-os de formas que os outros géneros não fazem. O Terror sempre serviu para experimentações, para esticar os limites do que pode ser mostrado, para provocar o público, sempre debaixo da “desculpa” que é tudo uma fantasia, sendo também território de estreia para muitos realizadores e actores.


Este ano, a lista de filmes variou, entre outras coisas, pelo sobrenatural, os monstros, o terror psicológico, o racismo e a ficção científica. Sem me alongar mais, aqui fica a minha opinião sobre os filmes que vi.

 


AMULET de Romola Garai – 4


Um ex-soldado que vive como um mendigo nas ruas de Londres, é escolhido por uma freira para ajudar uma pobre jovem que cuida sozinha da sua mãe moribunda, mas algo de sinistro se passa com a mãe dela. 


Para a sua estreia como realizadora, a actriz Romolo Garai dá-nos um filme carregado de ambiente, muito estranho e que termina em pirosice. O elenco não é mau, principalmente a pequena grande Imelda Staunton como a freira. Quem apresentou o filme no Festival tinha razão, por vezes faz lembrar o cinema de Roman Polanski e do Ken Russell, mas a comparação não lhe é favorável.

 



ANTEBELLUM de Gerard Bush & Christopher Renz – 7


Veronica é uma autora de sucesso e defensora dos direitos dos negros. Isso leva a que seja escolhido por uns racistas ricalhaços para a sua plantação de escravos. É nessa realidade paralela que ela vai ter que lutar pela sua sobrevivência. 


Imagino que este filme vai ter o efeito de bomba nos Estados Unidos, com a forma como mostra o racismo de que os negros ainda sofrem nas mãos de sulistas racistas que simplesmente os odeiam. Mais drama que filme de terror, aqui os medos são reais e é chocante a forma como os negros são tratados nesta pseudo plantação. Claro que somos manipulados a estar do lado de Veronica e não há mal nenhum nisso. A história, com as suas reviravoltas, prende-nos ao écran e o clímax é eficaz. No papel de Veronica, Janelle Monâe revela-se uma excelente atriz e deu-me um enorme gozo odiar a personagem interpretada por Jena Malone. Nos tempos que correm, não me admirava que a história do filme pudesse ser uma assustadora realidade. A ver!

 


LLORONA, LA de Jayro Bustamante – 3


Guatemala. Um ditador paranoico fecha-se na sua mansão com a sua família e criadagem, enquanto cá fora o povo exige o seu castigo. Dentro da mansão, uma nova criada não é o que parece e os crimes do ditador não irão ficar impunes.


O mito da “Llorona” está de volta, desta vez resultando mais num drama do que num filme de terror. O ritmo é lento e pouca coisa acontece, mas o final tem algumas surpresas que me agradaram, sem, no entanto, salvarem o filme para mim.

 


MALASAÑA 32 de Albert Pintó – 6


Uma família muda-se para um apartamento na cidade e depressa descobre que este está assombrado e que a vida de todos corre perigo de morte.


O ambiente está cá todo, os calafrios e os sustos funcionam. Tem suspense quanto baste e a história é interessante. Pena que o final seja exagerado e que o elenco, principalmente o masculino, não me convenceu. Mas o filme cumpre as suas funções no campo do terror.

 


PSYCHO GOREMAN de Steven Kostanski – 3


Dois irmãos ressuscitam, sem querer, uma criatura extra-terrestre que quer matar toda a gente. Felizmente, a miúda tem em seu poder um amuleto que lhe permite controlar a criatura, mas...


Há uns anos vi no MOTELX o filme THE VOID, do mesmo realizador e foi uma agradável surpresa, daí estar muito entusiasmado com este seu novo filme. Infelizmente, apesar da ideia ser engraçada, o resultado é uma série Z que depressa perde a graça, mesmo com os exageros de gore. O facto de a miúda ser insuportável e o elenco ser fraquito também não ajuda. Tem a seu favor uma criatura interessante, mas isso não chega para mim. Quem sabe, talvez se venha a tornar um filme de culto.

 


RELIC de Natalie Erika James – 7


Mãe e filha regressam a casa da avó, pois esta desapareceu sem deixar rasto. Uns dias depois reaparece, mas está estranha, a sua demência parece estar a consumi-la.


E se a demência fosse algo de físico? Se fosse uma coisa negra como o bolor, que se vai espalhando pelo nosso corpo e pelo local onde vivemos? É essa a pergunta que este tenso drama psicológico nos propõe. Em ambiente de casa assombrada, as protagonistas vão enfrentando uma espécie de mal hereditário e lidando com a velhice da avó. Três excelentes actrizes dão credibilidade às suas personagens e este foi, para mim, um dos filmes mais fortes do Festival. A não perder!

 



SAINT MAUD de Rose Glass – 7


Maud, uma jovem enfermeira com uma grande ligação a Deus, vai cuidar de uma bailarina debilitada e sente que, custe o que custar, tem que salvar a alma da sua paciente.


Mais um filme de terror psicológico, aqui de grande religiosidade e loucura. Maud (uma fantástica M;orfydd Clark) acredita piamente que Deus fala com ela e esta sua loucura deturpa a realidade que a envolve, com resultados dramáticos para todos. Rose Glass, a realizadora, mantém a tensão do início ao fim e a sua escolha de nos contar a história pelos olhos de Maud foi acertada. Como a bailarina, Jennifer Ehle está óptima e o duelo dela com Maud sabe a pouco. E pensar que há gente maluca como a Maud por aí à solta! A última cena é muito forte, sem ser gratuita. 

 


SPUTNIK de Egor Abramenko – 4


Ao regressar do espaço, um astronauta traz, dentro de si, uma criatura que adora cabeças humanas, e cabe a uma cientista perceber como poderá separar os dois, sem que nenhum morra.


Da Estónia chega um filme que mistura terror e ficção científica, na linha de títulos como ALIEN e SPECIES. Até achei a história interessante e o elenco convincente, mas o ritmo é lento e o filme estica-se por quase duas horas. Não havia necessidade. Os maus da fita são mesmo maus, a heroína podia ser mais forte e o pobre do astronauta tem uma séria decisão a tomar; quanto à criatura, gostei dela e do seu apetite voraz.

 


TEDDY de Ludovic & Zoran Bourkherma - 5


Na França rural, um jovem é mordido por um animal e começa a sentir transformações no seu corpo. Entretanto, algo anda a matar as ovelhas da região.


Esta espécie de AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON tem alguma graça, principalmente porque tem um protagonista que não se leva a série e com uma linguagem muito colorida. A galeria de secundários é também muito caricatural, dando ao filme um ar meio desajeitado onde faz sentido existir um lobisomem. No entanto, o filme peca um bocado por não se decidir se quer ser uma verdadeira comédia ou um filme de terror, acabando por não ser nenhuma das coisas. Mas tem os seus momentos e não é chato.

Wednesday, April 10, 2019

PIERCING by Nicolas Pesce

The Plot: Reed, a married man with a baby, checks in a hotel with the plan of murdering a prostitute. When Jackie arrives, he got more than he bargains for and a cat and mouse game begins.

The Movie: Nicolas Pesce’s previous movie was the disturbing THE EYES OF MY MOTHER, a serious movie with a very slow pace. Now he gives us another psychological horror thriller, but this time with a dark sense of humor and a faster pace.
Pratically with just with two actors, the excellent Mia Wasikowska and Christopher Abbott, this is an obsessive portrait of two psychotic characters to whom there’s no boundaries. They dangerous game and the imagination of Reed gives us an immersive experience, that may be too strong for some people.
This isn’t a great movie, but an interesting little movie that manages to tell its story in less than 90 minutes (a rarity nowadays) and kept me glued to my chair. Give it a chance! 

My Rate: 6 (from 1 to 10)

PET SEMATARY by Kevin Kölsch & Dennis Widmyer

The Plot: Dr. Louis, his wife Rachel and their two kids go to live to Maine, in a house near a pet cemetery. When the family cat dies, an old neighbor takes Louis behind the cemetery, to a strange land where everything that is buried returns to life, with terrible consequences for everyone involved.

The Movie: To tell you the truth I don’t remember much of the 1989 movie adaptation of the Stephen King novel, but at the time I wasn’t complete convinced by it. 30 years later arrives this new version and, although I think is darker than the original, it still didn’t conquer me.
I like the story and the movie has an eerie quality on the cemetery scenes that I really enjoyed, but there’s little suspense and it’s emotionally cold. I believe that the cast is the main cause it doesn’t work. Jason Clarke never convinces as a devoting father and John Lithgow has seen better days; the kids are irritating and Amy Seimetz, as Rachel, isn’t very good. 
Although I think the story of Rachel’s sister wasn’t necessary, it gives the movies some of his best creepy moments. It’s a pity that the spooky mask used by the children are never explored, but I did love something: the dark finale. 

My Rate: 5 (from 1 to 10)




Monday, March 4, 2019

THE PRODIGY by Nicholas McCarthy

The Plot: When Miles was born his parents couldn’t be happier, but soon they realize there’s something wrong with their child. What they don’t know, but we do, is that at exactly the same time Miles was born, a terrible psychopath was killed by the police.

The Movie: As horror movies go, this one isn’t bad, but it isn’t exactly good. The story of a diabolical or possessed child is a common place in the genre, with THE EXORCIST and THE OMEN being, probably, the best examples.
It’s no difficult to guess where the story is going, but there are a few good scares along the way and the pace keep us entertained. Director Nicholas McCarthy doesn’t take any kind of chances and follows the genre rules, with a little bit of suspense here and there.
As for the cast, they could be better. As Miles, Jackson Robert Scott failed to convince me and, as his mother, Taylor Schilling isn’t much different from her performance in the television series ORANGE IS THE NEW BLACK. Colm Feore, as the guy who knows what’s going on, doesn’t have much to do and that’s sad. Anyway, if you like the genre you’ll find this one interesting. 

My Rate: 4 (from 1 to 10)

THE POSSESSION OF HANNAH GRACE by Diererij Van Rooijen

The Plot: Megan, an ex-cop and ex-drug addicted, accepts to work graveyard shift at a hospital morgue. Unfortunately for her, the disfigured body of a young girl arrives, and soon strange things start to happen.

The Movie: This one reminded me of two better movies, EL CADÁVER DE ANNA FRTIZ and THE AUTOPSY OF JANE DOE. The plot is simple, but director Diererij Van Rooijen manages to give us a few chills, but the setting needed a more tense atmosphere and the characters could have been more interesting. A few surprises could have made it more stimulating, but, unfortunately, it’s predictable. As for the exorcism, is kind of ridiculous.
As Megan, Shay Mitchell is okay but failed to get my empathy and so did the rest of the cast. The best of them all is Kirby Johnson as the creepy Hannah Grace and her cadaver is really spooky. 
At least this on isn’t boring and, if you like this kind of stuff, you’ll be entertained.

My Rate: 4 (from 1 to 10)


Monday, September 17, 2018

THE MEG vs THE NUN vs THE PREDATOR

Movie producers want to scare us on the last weeks of Summer, giving us three different reasons to be afraid. Unfortunately, none of the three fulfils its task. That doesn’t mean the movies are bad, in fact they’re entertaining, but they failed to scare me… okay, THE NUN gave me a couple of shivers. The three movies are actually on the US top ten box-office list.

THE MEG by Jon Turteltaub
Let’s begin with THE MEG. A gigantic prehistoric shark gets loose of its water “prison” and starts eating everything that comes is way; what he doesn’t count is on the heroic manly Jason Statham.
Of course, this is no JAWS, but director Jon Turteltaub don’t take things seriously and even manages to create some suspense. The best sequence is the one on the crowded colorful beach; we can hardly wait to see what the shark will do to all those loudly swimmers.
As for Statham, I guess it’s one of those actors that you like, or you don’t. I don’t. His emotions rival with the ones of the shark, but somehow it works here, and the rest of the cast isn’t a threat for any of the two.
This won’t keep you out of the water, but it’s lots of fun.
My Rate: 6 (de 1 a 10)

THE NUN by Corin Hardy
An evil nun is nothing new and this one has already haunted, more successfully, THE CONJURING 2. She did it so well, that the creators of the franchise decide to give her her own movie. But the result isn’t up to the standards of the previous movie. In fact, the story is very poor, and we still don’t know how it all began.
The sets reminded me of the old Hammer movies, a nice touch, and there’s plenty of nun action to keep us entertained. The story follows a Father and a Sister who have to go to an old Romanian convent to see if it still is on God’s grace… they find an evil nun and a wicked force.
Director Corin Hardy, who gave us the excellent THE HALLOW, struggles to keep us interested and the addition of a cute and funny male character doesn’t help. The humor doesn’t work, there’s no suspense, but there’s too much special effects. The figure of the nun is creepy and there’s a couple of chills, but she deserved a better movie. 
As for the cast, Damián Bichir, Taissa Farmiga (curiously, she’s the daughter of Vera Farmiga, the Lorraine Warren of the CONJURING movies) and Jonas Bloquet deserved better material. 
My Rate: 4 (de 1 a 10)



THE PREDATOR by Shane Black
The last PREDATOR movie, PREDATORS, was an interesting return to the series and it worked. I wish I could say the same thing about this new chapter of the franchise, but I can’t.
This time a “good” predator come to Earth to help us against its race, but of course we don’t know it and the government is only interested in getting the alien weapons. The good guys are a bunch of looney ex-soldiers, a kickass science teacher and a super intelligent kid. 
For this kind of movie to work it needs characters for us to care about, otherwise we lose interest. The only guy whose fate I cared about was the bad one played by Sterling K. Brown, I just wanted to see him in the hands of the predator.
Director Shane Black keeps the story moving with plenty of explosions and jokes, some funny others not so. The end is stupid and opens the door to more movies, but at least it’s not boring,
My Rate: 4 (de 1 a 10)