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Sunday, September 17, 2023

DRÁCULA: O DESPERTAR DO MAL (The Last Voyage of the Demeter) de André Øvredal

Um barco, Demeter, parte dos Cárpatos rumo a Inglaterra transportando no seu interior vários caixotes cheios de terra e, num deles, o Conde Drácula. Depressa a tripulação começa a ser atacada e a servir de alimento ao vampiro.

Quem leu o romance de Bram Stoker conhece a história do Demeter e o destino trágico da sua tripulação. A ideia de transformar essa passagem do livro num filme, não foi nada má e o resultado é um bom filme do género, que me fez lembrar os clássicos da Universal. A produção é cuidada, o elenco mais que razoável, os efeitos são bons, tem algum suspense e o Drácula tem um ar maléfico. O problema são os 10 minutos finais, que quase arruínam o filme, e um novo personagem, Clemens (uma espécie de Van Helsing); para não fugir a esta época de inclusão, Clemens trás para a história problemas relacionados com racismo, que não têm lugar aqui. Mas entre RENFIELD e este Demeter (o título português é muito triste), Drácula está de volta e isso é bom!

Curiosidade, o puto é o mesmo do COBWEB; chama-se Woody Norman e, coitado, espero que não tenha ficado traumatizado por fazer dois filmes de terror de seguida. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)




















Saturday, September 16, 2023

NÃO TE PREOCUPES, QUERIDA (Don’t Worry Darling) de Olivia Wilde

Este filme pode não ser de terror, mas não está muito longe do género terror. É thriller de suspense que rouba ideias ao THE STEPFORD WIVES, THE VILLAGE e outros mais, mas fá-lo muito bem, prendendo-nos à cadeira e tem em Florence Pugh uma actriz à altura. Ela e o seu marido vivem numa comunidade perfeita e fechada, onde as coisas não são bem o que parecem e, para sobreviver, ela terá que descobrir o segredo por detrás de tudo aquilo.

Uma crítica ao mundo machista, onde as mulheres são relevadas para pouco mais do que donas-de-casa (que como todos sabemos não é uma profissão nada fácil) e onde as orgias coreográficas do Busby Berkeley ganham contornos incómodos.

Uma boa surpresa que aconselho a todos!

Classificação: 7 (de 1 a 10)










Friday, September 15, 2023

DRÁCULA – O PRÍNCIPE DAS TREVAS (Count Dracula / Nachts, Wenn Dracula Erwacht) de Jesús Franco aka Jess Franco

Depois de A IMAGEM DO MEDO, A ILHA DO TERROR, O VAMPIRO NEGRO e A FÚRIA DO ASSASSINO, fica a faltar o A CAVERNA DE TERROR, chegou a vez do meu primeiro Drácula com Christopher Lee, a primeira vez que vi o veterano Lee no cinema.

Dirigido por Jesús Franco, que mais tarde vim a saber tratar-se de um “especialista” do género, foi também a primeira adaptação cinematográfica do clássico de Bram Stoker que eu vi. Antes do filme já tinha lido a novela e ficado apaixonado pela mesma. O filme seguia de perto a trama de Stoker e, na minha memória, apesar de não ter a opulência visual da versão de Francis Ford Coppola, continua a ser a melhor versão que vi desse clássico da literatura.

Chistopher Lee era excelente como Drácula, Klaus Kinski um perfeito Rendfield e Herbert Lom convencia como Van Helsing. Também me lembro de ter achado que o jovem que fazia de Jonahthan Harker, Fred Williams, era giraço. Das cenas que melhor recordo, é a dos protagonistas a serem ameaçados numa sala cheia de animais embalsamados.

Anos mais tarde, percebi que esta versão gótica e “suja” não estava muito bem cotada, mas para mim (até um dia que a reveja…) continua a ser, a par da versão com o Frank Langella, a melhor adaptação cinematográfica do romance de Bram Stoker.















COISAS ESTRANHAS E UM COMBOIO VIOLENTO

Como que em preparação para o MOTELx, os últimos filmes que tenho visto são todos dentro do género celebrado por esse Festival. Excepção para o divertido e ultra-violento BULLET TRAIN, onde Brad Pitt e um louco leque de personagens tentam matar-se uns aos outros num comboio de alta-velocidade, onde vale literalmente tudo! Não é um filme para todos, mas é uma boa e sangrenta comédia de acção, que recomendo!

Quanto aos outros houve um pouco de tudo. Uma mulher é assombrada por vários homens, uma jovem indígena enfrenta um terrível predador (sim, este está de volta, desta vez em streaming), um pai divorciado caça vampiros para ganhar a vida, um judeu desempregado tem que enfrentar um demónio durante um velório e, por fim, um pequeno grupo de pessoas tenta escapar ao apetite voraz de um extraterrestre.

Destes filmes todos o que mais gostei foi do THE VIGIl, que me provocou alguns calafrios e tem o tipo de atmosfera sobrenatural que eu tanto aprecio. O mais fraquito foi o dos vampiros, DAY SHIFT; é divertido e tem Jamie Fox à frente de um bom elenco, mas falta-lhe suspense e emoção. Quanto ao novo Predador, PREY, custa um pouco a arrancar e o elenco é fraquito, mas recupera o espírito do original e tem boas cenas de acção; na época do politicamente correcto, acho que podia ganhar mais plausibilidade se os indígenas não falassem em inglês.

Acção é algo que não abunda no poeticamente contemplativo, mas tenso, MEN. Jessie Buckley e Ronan Culkin dão-nos duas excelentes interpretações neste drama de terror que nos faz pensar e que apesar do seu visceral final, é aberto a muitas interpretações (possível moral do filme: nós os homens somos todos iguais). Em NOPE o extraterrestre mais original dos últimos anos e um simples chimpanzé demonstram que, apesar do que achamos, as criaturas selvagens não podem ser domadas; o resultado é visualmente interessante, tem algum suspense e os efeitos sonoros são excelentes.
















Apesar de ter passado um bom tempo com todos estes filmes, onde há de tudo para todos os gostos dos amantes do terror, a verdade é que nenhum deles me arrebatou. Apreciei a originalidade de MEN e do NOPE, mas acho que ambos deviam ser mais fortes e a acção arrasta-se um pouco sem necessidade disso. O THE VIGIL de original não tem muito, mas compensa com a sua carga sobrenatural, eficácia de meios e um final interessante.

Vamos lá ver que filme nos reservam os cinemas e os canais de streaming para as próximas semanas, não esquecendo que a nova edição do MOTELX está quase aí.

















BULLET TRAIN: COMBOIO BALA (Bullet Train) de David Leitch - Classificação: 7 (de 1 a 10)

MEN de Alex Garland - Classificação: 6 (de 1 a 10) 

NOPE de Jordan Peele - Classificação: 6 (de 1 a 10)

O PREDADOR: PRIMEIRA PRESA (Prey) de Dan Trachtenberg - Classificação: 6 (de 1 a 10)

TURNO DO DIA (Day Shift) de J. J. Perry - Classificação: 5 (de 1 a 10)

THE VIGIL – O DESPERTAR DO MAL (The Vigil) de Keith Thomas - Classificação: 6 (de 1 a 10)






Wednesday, September 13, 2023

DANIEL ISN’T REAL de Adam Egypt Mortimer

O jovem Luke, quando era miúdo tinha um amigo invisível chamado Daniel que era uma má influência na sua vida, agora mais crescido, Luke volta a precisar de Daniel, mas este tem vontade própria.

Gostei da história e do lado surrealista do filme. Infelizmente, devido ao péssimo trabalho dos actores, parece estarmos perante uma produção amadora e é uma pena. Visualmente, tem coisas muito interessantes e gostei do ar da criatura que assombra Luke, mas o suspense não funciona e Luke falha em causar qualquer tipo de empatia connosco e, para mim, isso é fundamental. 

Como já disse o elenco é mau. Como Luke, Miles Robbins é irritante e não me convenceu nem um bocadinho; como Daniel, Patrick Schwarzenegger (sim, é filho do pai Arnold) é péssimo. Só aconselhável a fãs de filmes estranhos, que têm como maior objetivo tornarem-se filmes de culto.

Classificação: 3 (de 1 a 10)  




Tuesday, May 22, 2018

DEADPOOL 2 de David Leitch

A História: Desta vez, Deadpool decide ajudar um puto que tem o poder de incendiar tudo à sua volta e que é perseguido por uma espécie de cyborg do futuro. 

O Filme:É verdade, a história parece inspirada no TERMINATOR 2, mas apenas na ideia base, tudo o resto é puro Deadpool. Quero eu dizer com isto, que a violência gratuita, o mau-gosto, o politicamente incorrecto e o humor negro estão de volta nesta sequela, que achei inferior ao original, do qual gosto muito.
Como todos sabemos, não existe mais nenhum super-herói mais irreverente do que Deadpool e é o facto de ele não levar nada a sério que dá gozo ao filme. Nesse aspecto, Ryan Reynolds veste na perfeição o papel do herói e acredito que irá continuar a fazê-lo por mais sequelas. Quanto ao restante elenco, todos entram no espírito da coisa e parecem terem-se divertido mais a fazer o filme do que eu a vê-lo.
Mas não me interpretem mal, achei o filme divertido, mas também o achei um pouco longo de mais e cada vez tenho menos paciência para longas cenas de porrada, acção e efeitos especiais. Para mim o melhor são as cenas de abertura e adorei o genérico inicial. Os fãs do X-MEN (porque não X-FORCE?) e do género vão gostar mais do que eu. Só mais uma coisa, não saiam do cinema logo no fim, pois há cenas pelo meio do genérico final. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)