Labels

Showing posts with label S. Show all posts
Showing posts with label S. Show all posts

Monday, February 26, 2024

AS MATINÉS DO MEDO - PARTE 2: COBRAS VENENOSAS (Sssssss) de Bernard L. Kowalski

COBRAS VENENOSAS (Sssssss) de Bernard L. Kowalski – EUA/1973

Elenco: Strother Martin, Dirk Benedict, Heather Menzies, Richard B. Shull, Tim O’Connor, Jack Ging, Kathleen King, Reb Brown • Argumento: Hal Dresner & Daniel C. Striepeke • Produção: Richadr D. Zanuck & David Brown • Realizador: Bernard L. Kowalski

O cartaz da estreia em Lisboa, em 1974, com uma cobra a sair da boca de uma mulher, fascinou-me e fiquei sempre com vontade de ver o filme. Consegui finalmente vê-lo em 1977, numa matiné no Palácio Foz. Foi o segundo título de uma semana dedicada ao terror, sendo os outros: QUE DEMÓNIOS SE OCULTAM NA ESCURIDÃO (Who Slew Auntie Roo), LUA VERMELHA (Asylum / House of Crazies), O ABOMINÁVEL DR. PHIBES (The Abominable Dr Phibes) e A LENDA DA CASA ASSOMBRADA (The Legend of Hell House).

Com muita pena minha, não recordo de haver nenhuma cena igual à ilustrada no cartaz, ou seja, era um cartaz enganador. Mesmo assim gostei do filme e, ao contrário do que pensava, não tinha nada a ver com cobras venenosas a matarem, estrangularem e comerem pessoas (a imaginação de um jovem de 13 é muito fértil), se bem que tinha os seus momentos do género.

Recorrendo ao IMDB para avivar a minha memória, que por acaso neste caso não está nada mal, o filme conta-nos a história de David, um jovem estudante à procura de emprego, contratado pelo Dr. Stoner para o ajudar nas suas experiências com cobras. Entretanto o moço apaixona-se pela filha do Dr., a bonita Kristina. O que ele não sabe é que o simpático Dr. inventou um soro que pode transformar um homem numa King Cobra e que planeia usar David como cobaia, ou será que até já começou a sua experiência?

O papel do Dr. Stoner era interpretado por Strother Martin um veterano de muitos westerns e de séries de televisão. A sua filha era interpretada por Heather Menzies, cujo papel mais conhecido era o de Louisa von Trapp em THE SOUND OF MUSIC e que voltaria ao terror no PIRANHA do Joe Dante. Por fim, no papel de David, tínhamos o bonitão do Dirk Benedict antes de se tornar famoso como o Tenente Starbuck na série BATTLESTAR GALACTICA e o Templeton “Faceman” Peck da série THE A-TEAM. Os três convenciam nos seus papéis e era uma pena ver ao que o acontecia ao pobre David.

Tenho ideia de que os efeitos especiais não eram muito bons, mas em termos de maquilhagem, a avaliar por algumas fotos que aqui partilho, era mais credível do que muito do que se faz hoje com CGI. Um dos responsáveis pela maquilhagem foi John Chambers, quem viria a ganhar um Óscar honorário pelo seu trabalho no PLANET OF THE APES e um prémio Saturn pela versão dos anos 70 do THE ISLAND OF DR, MOREAU (com Burt Lancaster e Michael York). Quanto ao realizador Bernard L. Kowalski, foi um nome importante da televisão, responsável por, entre outras, séries como BARETTA e MISSION: IMPOSSIBLE; quanto a filmes, só me recordo de ver na televisão o seu KRAKATOA: EAST OF JAVA, de que na altura gostei muito.

Nunca mais vi este SSSSSSS e não sei se sobrevive ao teste do tempo, mas pelo menos tinha uma história original e um casal de protagonistas simpáticos. Acho que é um daqueles filmes esquecidos no tempo, mas que até podia servir de tema a uma nova versão.



















Wednesday, January 24, 2024

A SEMENTE DO MAL (Amelia’s Children) de Rodrigo Moreno

A História: Um jovem americano descobre que a sua família biológica é portuguesa e que tem um irmão gémeo. Assim, com a sua namorada, vêm visitar a sua família num velho casarão no norte de Portugal, mas algo de estranho e malévolo os espera...

O Elenco: Um número reduzido de actores convence nos personagens, com Carloto Cotta a ir bem como os gémeos de personalidades diferentes e Brigette Lundy-Paine como a sua desconfiada namorada. Anabela Moreira é a estranha mãe, cuja última operação plástica não correu muito bem.

O Pior do Filme: A cena interminável em que a mãe dança com os gémeos.

O Melhor do Filme: O emocionante clímax.

Veredicto Final: Um bom filme do género que prende a atenção e me fez lembrar o cinema de terror italiano dos anos 70/80. Gostava que o realizador tivesse explorado mais o fabuloso casarão, bem como a história da bruxa de Goya, mas o filme tem tensão e atmosfera suficiente e Rodrigo Moreno parece-me ser um nome a seguir.

Classificação: 6 (de 1 a 10)




Sunday, October 29, 2023

SAW X de Kevin Greutert

John Kramer, que se encontra a morrer com um cancro terminal, decide ir até ao México onde o espera uma suposta cura milagrosa. Afinal tudo não passa de um esquema para roubar dinheiro a pessoas desesperadas por viver, e claro que John não fica muito contente e decide dar uma lição, que pode ser mortal, a todos.

Antes de mais vou já esclarecer duas coisas, nunca fui apreciador do SAW, tendo desistido de ver a saga depois do terceiro e ter retomado com o péssimo SPIRAL. Segunda coisa, para mim um bom filme de terror não pode viver unicamente do gore, precisa de muito mais do que isso, e se o gore for gratuito então, muito menos.

Então porque fui eu ver este novo capítulo? Várias pessoas, cuja opinião respeito, disseram boas coisas a seu respeito e a premissa pareceu-me interessante. Infelizmente, com excepção da interpretação de Tobin Bell, nada me convenceu. Não há qualquer suspense, surpresa nenhuma, emoção zero e a preocupação pelos personagens é nenhuma. Nem sequer as armadilhas são nada de especial e adorava saber como ele as conseguiu construir num tão curto espaço de tempo num lugar tão isolado. A cena dos olhos não podia ser mais gratuita e só existe para dar um pouco de acção ao filme antes de Kramer passar pelo processo da suposta cirurgia.

Por falar em cirurgia, julgo que Shawnee Smith (Amanda) deve ter feito alguma plástica para parecer mais nova e... bem, não resultou nada bem.

Acredito que os fãs da série vão gostar, mas para mim fechei aqui a porta a Kramer e aos seus jogos mortais. Já chega!

Classificação: 2 (de 1 a 10)










Sunday, September 17, 2023

GRITOS 6 (Scream VI) de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett

As manas Carpenter, Sam e Tara, e os outros sobreviventes aos ataques do Ghostface do capítulo anterior, vivem agora em Nova Iorque, imaginando que o pior ficou para trás. Mas afinal o Ghostface também se mudou e está cheio de vontade de os esquartejar a todos.

Vamos lá começar por uma breve pergunta/resposta. 1 – Este capítulo 6 trás alguma coisa de novo à saga? Não. É mais do mesmo. 2 – Os personagens são mera “carne para canhão”? Sim. E os novos podem ter os dias contados. 3 – Os crimes são visualmente mais fortes? Sim, sem dúvida, são deliciosamente violentos! 4 – Tem momentos de suspense? Curiosamente, mais emocionante do que noutros capítulos. 5 – A mudança de cenário para Nova Iorque vale a pena? Sem dúvida, a cena de abertura e a sequência do metropolitano provam isso. 6 – Há surpresas no desfecho final? Claro, ou isto não seria um verdadeiro SCREAM. 7 – Leva-se a sério? Nada disso, continua a gozar com o cinema do género e com a própria série. 8 – Vale a pena ir ver? Claro, para mim é o melhor de toda a saga (dantes era o capítulo 2).

Agora em jeito de resumo. Chamem-lhe o que quiserem, sequela, remake, prequela, requela ou saga, na realidade é um bom filme do género, divertido e com boas cenas de suspense. Quanto à identidade do assassino/a/e, nada vou dizer... ou será que é mais que um? Apesar de não ter necessidade de durar 123 minutos, prende-nos a atenção do princípio ao fim... e não se esqueçam que há uma cena no final de todos os créditos passarem (cerca de 5 minutos depois destes começarem). Última pergunta/resposta, recomendo o filme? Claro que sim e sem reservas. Vão e divirtam-se!

Classificação: 7 (de 1 a 10)










MUITOS TERRORES, POUCOS MEDOS: SORRI, HALLOWEEN: O FINAL, WEREWOLF BY NIGHT E OUTROS

Talvez porque nos estamos a aproximar do Dia das Bruxas, os filmes de terror têm aparecido regularmente tanto nos cinemas como nos canais de streaming. Para os apaixonados do género como eu, é sempre uma boa altura para nos deliciarmos ou não com novos filmes, alguns são originais, outros sequelas ou prequelas e a inevitável remake. Dos oito que vi nas últimas semanas, só um é que me provocou calafrios e foi também o melhor deles, chama-se SORRI e dele falarei mais à frente. Como se costuma dizer, vou deixar o melhor para o fim.

Os que de que menos gostei, foram duas comédias sobrenaturais, TRÊS BRUXAS LOUCAS 2 e O EXORCISMO DA MINHA MELHOR AMIGA, e a prequela ORFÃ: A ORIGEM. Ambas as comédias pouca ou nenhuma graça têm. Na primeira pelo menos temos a Bette MIddler e um número musical de homenagem ao “Thriller” do Michael Jackson, mas a história é fraca e estas bruxas mereciam melhor. Já O EXORCISMO DA MINHA MELHOR AMIGA, é um falhanço completo, irritante e chato; a ideia até que tinha potencial, mas não a souberam explorar; bem, na verdade é um filme para adolescentes, podem ser que eles gostem. Por fim a ORFÃ está de volta sem o segredo que dava graça ao primeiro filme, mas com um twist interessante que podia ter sido mais bem aproveitado. A sequência de abertura é descartável e arruína a premissa do filme, de que a nova família seria a primeira vítima da “querida” sinistra Esther.

O EXORCISMO DA MINHA MELHOR AMIGA (My Best friend’s Exorcism) de Damon Thomas - Classificação: 1 (de 1 a 10)

ORFÃ: A ORIGEM (Orphan: First Kill) de William Brent Bell - Classificação: 3 (de 1 a 10)

TRÊS BRUXAS LOUCAS 2 (Hocus Pocus 2) de Anne Fletcher - Classificação: 3 (de 1 a 10)











HALLOWEEN: O FINAL (Halloween Ends) de David Gordon Green

Aquela que promete ser a última sequela do HALLOWEEN, tem em Jamie Lee Curtis a sua mais-valia e, sem querer revelar nada, não me chateou as “liberdades” tomadas pelos seus criadores. 

Infelizmente o suspense é nulo e o que podia ser um mistério, não o é. 

O futuro dirá se haverá mais sequelas, mas gostava de ver alguém pegar na ideia do HALLOWEEN III e criar novos filmes nessa linha. 

Classificação: 5 (de 1 a 10)
















WEREWOLF BY NIGHT de Michael Giacchino

Da Marvel chegou-nos uma nostálgica homenagem aos filmes de terror da Universal, WEREWOLF BY NIGHT, neste caso particular ao lobisomem. 

Filmado em glorioso preto-e-branco e com um bom elenco, peca por não explorar os seus personagens e pela completa ausência de suspense. 

Esperava mais da transformação deste novo lobisomem e dispensava os seus saltos tipo super-herói... esperem, isto é Marvel, está tudo dito!  

Classificação: 4 (de 1 a 10)











BOA NOITE, MAMÃ! (Goodnight Mommy) de Matt Sobel

Confesso que não vi o original GOODNIGHT MOMMY e talvez por isso tenha ficado agradavelmente surpreendido com a remake americana. 

Mesmo sem ter visto o original, a história de gémeos que acreditam que a sua mãe foi substituída por uma dupla é previsível, mas segue-se com interesse e o elenco agarra bem os personagens. Recomendo!

Classificação: 6 (de 1 a 10)

O TELEFONE DE MR. HARRIGAN (Mr. Harrigan’s Phone) de John Lee Hancock

Outro filme que me agradou, é mais drama do que terror, mas tem o seu quê de sobrenatural e é baseado num conto de Stephen King. 

Estou a falar de O TELEFONE DE MR. HARRIGAN, onde um jovem consegue contactar com o falecido Sr. Harrigan pelo seu telefone. Donald Sutherland está em boa forma e Jaeden Martell facilmente capta a nossa simpatia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SORRI (Smile) de Parker Finn

Para terminar volto ao SORRI, onde uma jovem médica se vê assombrada por uma entidade com um sorriso capaz de causar calafrios e entra numa espiral de loucura. Finalmente um bom filme de terror, que assusta, mete medo, tem suspense e personagens que desejamos que sobrevivam. 

É o filme de estreia do realizador Parker Finn e mal posso esperar pelos seus próximos trabalhos. Tendo em conta o dinheiro que está a fazer nos Estados Unidos, acredito que não faltará uma sequela; por mim deixava a coisa ficar por aqui. Recomendado a todos os fãs do género!

Classificação: 8 (de 1 a 10)