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Saturday, January 13, 2018

INSIDIOUS: A ÚLTIMA CHAVE (Insidious: The Last Key) de Adam Robitel

A História: A fim de ajudar um homem a livrar-se de uma assombração, Elise Rainier, a médium dos filmes anteriores, regressa à casa da sua família onde é obrigada a enfrentar os demónios da sua infância/adolescência, nomeadamente o terrível demónio das chaves.

O Filme: Será este o último filme desta série? Como sabemos, tudo vai depender dos resultados de bilheteira, mas por mim podem ficar por aqui. O primeiro título da série é um dos melhores e mais arrepiantes filmes do género que vi nos últimos anos, diria mesmo de sempre, mas nenhum dos capítulos que se seguiram está ao seu nível.
Em relação ao presente filme, é uma pena que o sinistro demónio das chaves não seja mais bem explorado, bem como as consequências dos seus dedos-chave (adorei o facto de ele poder trancar as cordas vocais das suas vítimas). Gostei muito do twist com um dos fantasmas que assombrou Elise na sua adolescência. O resto é mais do mesmo e a suposta presença humorística de Specs e Tucker, os ajudantes de Elie, não só não resulta, como corta o ambiente que se tenta criar.
Claro que há alguns calafrios para nos manter atentos e, mais uma vez, Lin Shaye é credível como Elise; o mesmo já não posso dizer das bonitinhas Caitlin Gerard e Spencer Locke como as suas sobrinhas.
Apesar dos defeitos, o realizador Adam Robitel consegue manter o interesse e o filme nunca é aborrecido, mas tinha gostado que fosse mais sério e que provocasse mais arrepios.

Classificação: 5 (de 1 a 10)





























SACRIFÍCIO DE UM CERVO SAGRADO (The Killing of a Sacred Deer) de Yorgos Lanthimos

A História: Steven é um cirurgião que se torna amigo do estranho filho de um paciente seu, morto durante uma operação. Só que este pretende vingar-se da morte do pai de forma muito sinistra.

O Filme: O filme anterior de Yorgos Lanthimos foi o originalíssimo THE LOBSTER, também com Colin Farrell como protagonista, que nos dava uma visão estranha do futuro. Desta vez mudou de registo, dando-nos um bizarro drama de terror psicológico que nos prende à cadeira e cujo desenrolar nos vai sempre surpreendendo.
Os ambientes meticulosamente escolhidos, são frios e desprovidos de emoção, tal como os personagens que os habitam. As relações entre os protagonistas são bizarras, roçando por vezes temas tabú como a necrofilia (a forma como Nicole KIdman se faz de morta para despertar o interesse sexual do marido) e a pedofilia (a atração/obsessão do jovem pelo médico e vice-versa). Tudo isto torna a visão do filme desconfortável e os acontecimentos que se vão desenrolando até ao chocante final, não são fáceis de assistir, não pelo seu grafismo, mas sim pela pressão psicológica dos mesmos. Depois, há também um subversivo sentido de humor que é desconcertante.
Voltando a Colin Farrell, é sem dúvida um excelente actor que encontrou em Lanthimos o realizador certo. Nicole Kidman floresce em papéis estranhos como o que desempenha aqui e Barry Keoghan é uma forte e incomodativa presença, como que uma sanguessuga de que é impossível vermo-nos livres.
Um filme que não vai deixar ninguém indiferente e que merece a vossa atenção. As histórias de vingança raramente são tão frias e cruas. O realizador Yorgos Lanthimos é, sem dúvida, um nome a seguir com atenção.


Classificação: 8 (de 1 a 10)








Thursday, January 4, 2018

THE SKUL AWARDS – 2017

Em 2017, estrearam no circuito comercial de cinemas em Lisboa 51 filmes que se enquadram nos géneros Terror, Ficção-Científica e Fantástico/Fantasia. Isto sem tendo em conta os filmes que foram exibidos no MOTELx. Contei 13 filmes Fantástico/Fantasia, 22 de Terror e 16 de Ficção-Científica.


Destes filmes vi apenas 68%, ou seja pouco mais de metade, e foi por esses que vi que fiz a minha escolha dos melhores do ano em várias categorias. Dos que não vi, o único que gostava de ter visto foi o HAPPY DEATH DAY. Assim, e sem mais conversas, aqui ficam os vencedores dos meus SKULL AWARDS 2017.