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Saturday, June 16, 2018

HEREDITARY by Ari Aster

This movie carries with it a highly positive word of mouth and someone even said that it’s “this generation’s THE EXORCIST”. This kind of claim isn’t good for any movie, making it difficult to live up to the expectations. So, it was with a little bit of apprehension that I went to see this HEREDITARY and let me tell you something, it’s really good!

The movie begins with the funeral of Annie’s mother and from then on something strange starts to happen to Annie and her family. It’s like an evil presence is haunting them or maybe it’s just Annie’s mind playing tricks on her. Whatever it is, I won’t be telling much more about the plot, it kept me glued to the screen and gave me more than a couple of good chills.

For his debut as director/writer, Ari Aster reveals himself to be a talented guy, who knows exactly what he wants and how to create a creepy atmosphere. Things start slowly and go on with an increasing sense of dread that culminates in one of the most effective climaxes I’ve seen in a long time. Let’s just say that things become very disturbing and we can feel the evil that haunts Annie’s family. One thing that works brilliantly on the context of the movie is Annie’s work. She builds artistic miniatures and, as the story goes on, these become really creepy. The director gives every shot a sense of unease, helped by the kind of religious pagan style of the house. Like I said before, people have mentioned THE EXORCIST when talking about this movie, but I think it’s more on the style of ROSEMARY’S BABY. 

The great Toni Collette is absolutely terrific as Annie, giving perhaps the best performance of her life and she deserves an Oscar. It’s amazing how she goes from a very calm and even shy woman, to someone hysterical, almost insane. I love her! As her son, Alex Wolf gives us a strange teenager that doesn’t know how to react to the things that are happening to him and is always on the brink of childish tears. Ann Dowd is a truly caring friend as Joan and Gabriel Byrne is the quiet Annie’s husband who doesn’t know how to help his wife. One last word for Milly Shapiro as the strange Charlie.

This is, without any doubt, one of the best movies of the year and reveals a brand-new director, of whom I hope we’ll be seeing a lot of new movies. At its core it’s a family drama, but a very dark and disturbing one. Don’t miss it!

My Rate: 8 (de 1 a 10)





Thursday, June 14, 2018

ISLAND OF TERROR by Terence Fisher

I was 11 years old when I saw my first horror movie starring Peter Cushing. It happened in January 1976, on a midnight session at a movie theatre that no longer exists, the Cinema Lumiar in Lisbon.

At the time, I only knew Cushing for his work as Sherlock Holmes on a television series, but I knew he was a regular at horror movies and he was the main reason I had to convince my parents to take me to see this movie. The director was Terence Fisher, a horror veteran, but I didn’t know that yet.

This is what I remember from the plot. On an island, something is killing people by sucking the bones out of their bodies. Soon we found out that strange creatures, called silicates, where the responsible for the deaths and they had to find a way to destroy them before they kill everybody. If my memory is correct, the climax happens inside some sort of building where the silicates try to get inside by using their tentacles. Years later, John Carpenter would do something similar in the church scene at the end of his THE FOG. By reading the plot at IMDb, I discovered that the creatures were the accidental result of a possible cure for cancer experiment, but I confess I don’t remember anything about that.

There are two things they stayed in my mind forever. The aspect of the bodies devoid of bones and the way the silicates multiply; it was like a strange turtle splitting in half and a large amount of spaghetti. Today this makes me smile, but at the time the movie was quite effective. I had a great time seeing it and I recommend it to fans of the genre.

This movie is also known as NIGHT OF THE SILICATES – THE NIGHT THE SILICATES CAME – THE CREEPERS – THE NIGHT THE CREATURES CAME.







Wednesday, June 13, 2018

BLOG REVAMPING

Hi movie lovers and, specially, horror fans.

For several reasons, I decided that, from the beginning of June, this blog will be only about Horror (some Sci-Fi and Thrillers may be included) and written in English. Please, don’t let this scare you away!

For the new banner, I used original photos of me and I tried to create a creepy atmosphere. As you know, for me, atmosphere is a must in the Horror genre. Other things that I think are important in the genre are characters that we care about, a good story and suspense. I like gore (blood and guts), but it doesn’t make a good movie unless it has the other things.

As for my past posts in this blog about movies that don’t belong in the genre, for the time being I’ll being keep them.

I hope you’ll visit this blog and I hope there will be good movies for me to write about. 

Thursday, May 31, 2018

HAN SOLO: UMA HISTÓRIA DE STAR WARS (Solo: A Star Wars Story) de Ron Howard

A História:O jovem Han Solo, cujo maior sonho é ser piloto, consegue fugir da colónia onde vive, mas a sua namorada Qi’ra não tem a mesma sorte e ele promete voltar para a salvar. Anos depois, durante uma batalha, apercebe-se da presença de um pequeno grupo de contrabandistas, e decide desertar do exército do Império para se juntar a eles. Mas antes tem um “encontro” forçado com um monstro, Chewbacca, e juntos rumam à aventura na companhia dos contrabandistas.

O Filme:O realizador Ron Howard trás de volta o espírito simples do cinema de aventuras e do western que fizeram do primeiro STAR WARS o grande sucesso que foi. Aqui ainda não há pretensões políticas, nem grandes dramas. Pode não ser o melhor filme da saga, mas é um episódio empolgante e muito gozado que nos dá a conhecer os princípios de um dos principais personagens da série, o inesquecível Han Solo.
O maior problema dos produtores era como encontrar um actor capaz de “calçar as botas” do grande Harrison Ford, pois acredito que o sucesso deste filme dependa disso. Não é que o jovem Alden Ehrenreich esteja ao nível de Ford, ainda lhe falta a arrogância e o sorriso trocista, mas safa-se muito bem e consegue facilmente criar empatia com o público, pelo menos comigo. A seu lado, Emilia Clarke é a bonita e talvez traiçoeira Qi’ra, Joonas Suotamo o fiel Chewbacca, Woody Harrelson o nada fiável Beckett, Donald Glover o batoteiro Lando Calrissian e Paul Bettany o mau da fita.
O argumento está bem escrito, ou não fizesse Lawrence Kasdan parte dos seus autores, e o filme não tem pontos mortos, com sempre algo a acontecer, mas com tempo para criar laços entre os personagens e dar-nos momentos de bom humor.
Se gostam de cinema de aventuras sem pretensões recomendo este filme, pois acredito que, tal como aconteceu comigo, não vão ficar decepcionados. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)












Wednesday, May 30, 2018

COMO FALAR COM RAPARIGAS EM FESTAS (How to Talk to Girls at Parties) de John Cameron Mitchell

A História:Croydon, nos arredores de Londres, no final dos anos 70. Enn, um jovem punk, e os seus dois amigos vão a uma suposta festa privada e conhecem umas estranhas pessoas. Uma delas é Zan, por quem Enn se apaixona, só que na realidade ela é uma extra-terrestre de visita à Terra. 

O Filme: Digam o que disserem sobre este filme e independentemente das suas qualidades ou ausência delas, é um objecto cinematográfico estranho e único, como nada que eu tenha visto nos últimos anos.
Vindo das mentes de John Cameron Mitchell (realizador dos filmes de culto HEDWIG AND THE ANGRY INCH e SHORTBUS) e de Neil Gaiman (um autor de novelas e de “comic books” do género fantástico) era de esperar algo de diferente e é exactamente isso que temos; resta saber se estamos preparados ou se a nossa mente está aberta para algo bizarro, tão fora do normal. Pessoalmente, não adorei, mas apreciei a sua originalidade e diverti-me com a colorida (em todos os sentidos) galeria de personagens que navegam pelo filme. Há também uma certa sensibilidade queer que lhe dá um toque especial e, apesar de toda a estranheza, dei por mim a “torcer” por esta alucinogénia história de amor.
Uma obra destas precisa do elenco certo e Mitchell acertou na escolha dos seus actores. Desde de uma irreconhecível Nicole Kidman a uma divertida Ruth Wilson em mudança de registo, passando por uma doce e decidida Elle Fanning como Zan e um deslumbrado Alex Sharp como Enn. A não esquecer também o sexualmente confuso Abraham Lewis como Vic (um dos amigos de Enn).
Não é um filme para toda a gente; diria mesmo que terá algum problema em encontrar o seu público alvo, pois acho que esse é feito dos jovens que preferem ver os filmes em “streaming” pirata. Mas acho que a comunidade queer lhe irá achar graça e acredito que o filme não terá grandes dificuldades em tornar-se um objecto de culto. Em tempos que já lá vão, este era o filme ideal para o público do extinto cinema Quarteto, hoje em dia não temos nenhuma sala equivalente a essa.

Um pequeno aparte. No wc do cinema, após o filme ter terminado, um senhor que tinha acabado de sair da sala, perguntou-me se o filme não era suposto ser com a Nicole Kidman. Ele era um grande fã da mesma e não tinha dado por ela; lá lhe expliquei qual era a personagem dela, ao que ele retorquiu que nunca pensou que ela fosse aquela teenager... 

Classificação: 6 (de 1 a 10)


Tuesday, May 22, 2018

DEADPOOL 2 de David Leitch

A História: Desta vez, Deadpool decide ajudar um puto que tem o poder de incendiar tudo à sua volta e que é perseguido por uma espécie de cyborg do futuro. 

O Filme:É verdade, a história parece inspirada no TERMINATOR 2, mas apenas na ideia base, tudo o resto é puro Deadpool. Quero eu dizer com isto, que a violência gratuita, o mau-gosto, o politicamente incorrecto e o humor negro estão de volta nesta sequela, que achei inferior ao original, do qual gosto muito.
Como todos sabemos, não existe mais nenhum super-herói mais irreverente do que Deadpool e é o facto de ele não levar nada a sério que dá gozo ao filme. Nesse aspecto, Ryan Reynolds veste na perfeição o papel do herói e acredito que irá continuar a fazê-lo por mais sequelas. Quanto ao restante elenco, todos entram no espírito da coisa e parecem terem-se divertido mais a fazer o filme do que eu a vê-lo.
Mas não me interpretem mal, achei o filme divertido, mas também o achei um pouco longo de mais e cada vez tenho menos paciência para longas cenas de porrada, acção e efeitos especiais. Para mim o melhor são as cenas de abertura e adorei o genérico inicial. Os fãs do X-MEN (porque não X-FORCE?) e do género vão gostar mais do que eu. Só mais uma coisa, não saiam do cinema logo no fim, pois há cenas pelo meio do genérico final. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)