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Friday, February 16, 2018

BLACK PANTHER de Ryan Coogler

A História: Quando o rei de Wakanda morre, cabe ao seu filho T’Challa suceder-lhe no trono da tecnologicamente avançada e secreta nação africana. Mas um segredo do passado ameaça destruir T’Challa e Wakanda.

O Filme: É verdade, possivelmente já estou a ficar velho para estas coisas, mas este BLACK PANTHER não me convenceu. Claro que em termos de efeitos especiais é muito bom e, a seu favor, tem o facto de não ser sobre a destruição do nosso planeta, mas sim uma história mais pessoal... uma terrível vingança!
Sem querer revelar muito, aqui ficam os pontos fracos do filme, na minha cinquentenária opinião: os maus da fita deviam ser mais malvados, dispensava o lado moralista e a mensagem social, os apontamentos de humor não me fizeram rir, o herói precisava de ter uma personalidade mais forte. Mais uma coisa, a irmã de T’Challa (Letitia Wright) é uma espécie de versão irritante e sem graça do Q da série James Bond.
O melhor é o lado colorido e tribal do filme e, principalmente, Danai Gurira (a Michonne do THE WALKING DEAD) no papel de Okoye, a distinta chefe da guarda do rei. No papel do bom e do mau, Chadwick Boseman e Michael B. Jordan deviam ter mais garra. Martin Freeman está igual a si próprio, bem como Forest Whitaker. Quanto a Andy Serkis, “devora” o ecrã como um dos maus. Angela Bassett e Lupita Nyong’o dão dignidade aos papéis de, respectivamente, mãe e namorada de T’Challa. Como M’Baku, Winston Duke não leva nada a sério e isso torna o seu personagem mais interessante.
Acredito que os fãs de super-heróis vão gostar, mas eu já começo a estar cansado desta nova fórmula, cujos melhores exemplos continuam a ser o primeiro CAPTAIN AMERICA e WONDER WOMAN. Mas, não se preocupem, vêm para aí muitos mais filmes do género. Bem, pelo menos não é chato.

Classificação: 3 (de 1 a 10)





















Sunday, February 4, 2018

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water) de Guillermo del Toro

A História: Anos 60. Numas instalações ultra-secretas, Elisa, uma criada de limpeza, cria uma forte relação com uma criatura anfíbia que se encontra aprisionada. Ao saber que pretendem matar a criatura, Elisa decide salvá-la.

O Filme: Faz muito tempo que não me apaixonava tanto por um filme, mas é impossível resistir à magia desta fabulosa história de amor! O grande Guillermo del Toro, dá-nos um filme apaixonante, poético, nostálgico, que respira cinema clássico por todos os seus poros.
Desde a onírica abertura subaquática ao emocionante clímax, todos os pormenores são cuidadosamente criados por del Toro e a excelente equipa que o acompanha. Não há nada que não seja perfeito e o filme está recheado de momentos simplesmente fabulosos, sejam românticos, dramáticos ou mesmo deliciosamente musicais.
A galeria de personagens é inesquecível, com uma fantástica Sally Hawkins no papel da muda, apaixonada e sonhadora Elisa. Octavia Spencer é fabulosa como a sua melhor amiga e Richard Jenkins um verdadeiro achado como o seu melhor amigo. Estes três actores estão justamente nomeados para os Óscares. No papel do mau da fita, Michael Shannon é verdadeiramente odioso e Michael Stuhlbarg é muito convincente como o espião russo com consciência. Uma última palavra para Doug Jones como a doce criatura.
A música de Alexandre Desplat é mágica e todo o lado cénico do filme é brilhante, criando uma fabulosa atmosfera de fantasia. É como se tratasse de um conto de fadas, que em estilo me fez lembrar o LE FABULEUX DESTIN D’AMÉLIE POULAIN, mas que é também uma maravilhosa carta de amor ao cinema, visualmente brilhante!
Del Toro escolheu também uma série de “velhas” canções que trazem de volta a glória dos musicais da FOX e das suas estrelas Alice Faye, Betty Grable e Carmen Miranda. 
Para mim este filme é puro êxtase e é dos melhores que vi nos últimos anos! Podem não perceber o que me fez apaixonar por este filme, mas basta verem a cena em que Elisa encontra a criatura na sala vazia do velho cinema, enquanto no ecrã gigante passam cenas do THE STORY OF RUTH, ou quando ela e o seu melhor amigo fazem um pequeno número musical sentados no sofá, para perceberem o que senti. Ou os inesquecíveis encontros de Elisa com a  criatura no laboratório...
Vejam por vocês e deixem-se arrebatar pela magia deste novo clássico do cinema! Obrigado Guillermo del Toro! Simplesmente amei!

Classificação: 10 (de 1 a 10)




Saturday, January 27, 2018

MAZE RUNNER: A CURA MORTAL (Maze Runner: The Death Cure) de Wes Ball

A História: Thomas e seus amigos decidem ir à cidade onde fica a WICKED a fim de salvarem o seu amigo Minho. Aí encontram a traidora Teresa, reencontram um velho inimigo e têm que enfrentar os maus da fita.

O Filme: O primeiro título desta trilogia era o melhor e o mais interessante. Este, apesar de não ser mau, é o mais fraco.
O realizador Wes Ball, também responsável pelos capítulos anteriores, sabe dirigir as cenas de acção (a do autocarro é, no mínimo, original) e construir algumas eficazes cenas de suspense. O problema é que as personagens já não têm muito mais para dar e os acontecimentos são previsíveis. Bem, se calhar, o verdadeiro problema é que isto é cinema feito a pensar nos teenagers e, com 53 anos, eu já não faço parte dessa faixa etária.
O jovem Dylan O’Brien continua a ter perfil de herói como Thomas e o resto do elenco dá-lhe todo o apoio necessário. É, no entanto, uma pena não terem aproveitado melhor o talento de Patricia Clarkson.
Não é chato, tem bons momentos e os teenagers vão de certeza gostar mais do filme do que eu.

Classificação: 5 (de 1 a 10)







Saturday, January 13, 2018

INSIDIOUS: A ÚLTIMA CHAVE (Insidious: The Last Key) de Adam Robitel

A História: A fim de ajudar um homem a livrar-se de uma assombração, Elise Rainier, a médium dos filmes anteriores, regressa à casa da sua família onde é obrigada a enfrentar os demónios da sua infância/adolescência, nomeadamente o terrível demónio das chaves.

O Filme: Será este o último filme desta série? Como sabemos, tudo vai depender dos resultados de bilheteira, mas por mim podem ficar por aqui. O primeiro título da série é um dos melhores e mais arrepiantes filmes do género que vi nos últimos anos, diria mesmo de sempre, mas nenhum dos capítulos que se seguiram está ao seu nível.
Em relação ao presente filme, é uma pena que o sinistro demónio das chaves não seja mais bem explorado, bem como as consequências dos seus dedos-chave (adorei o facto de ele poder trancar as cordas vocais das suas vítimas). Gostei muito do twist com um dos fantasmas que assombrou Elise na sua adolescência. O resto é mais do mesmo e a suposta presença humorística de Specs e Tucker, os ajudantes de Elie, não só não resulta, como corta o ambiente que se tenta criar.
Claro que há alguns calafrios para nos manter atentos e, mais uma vez, Lin Shaye é credível como Elise; o mesmo já não posso dizer das bonitinhas Caitlin Gerard e Spencer Locke como as suas sobrinhas.
Apesar dos defeitos, o realizador Adam Robitel consegue manter o interesse e o filme nunca é aborrecido, mas tinha gostado que fosse mais sério e que provocasse mais arrepios.

Classificação: 5 (de 1 a 10)