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Thursday, November 9, 2017

SETE IRMÃS (What Happened to Monday? / Seven Sisters) de Tommy Wirkola

A História: Num futuro não muito longínquo, os casais só podem ter um filho. Quando a sua filha morre ao dar à luz sete miúdas, Terrence decide escondê-las do mundo, só autorizando uma a sair de casa de cada vez. Um dia, agora já umas mulherzinhas, uma delas falha em regressar a casa e cabe às outras descobrir o que lhe aconteceu.

Os Actores: Noomi Rapace, a Lisbeth Salander do original MILLENNIUM, dá a vida a sete personagens diferentes e não me convenceu com nenhuma, prejudicando assim todo o filme. Talvez um melhor director de actrizes a pudesse ter ajudado, mas não é esse o caso e o resultado é, por vezes, mau. A seu lado, uma mal aproveitada Glenn Close é a má da fita. Como o avó das 7 irmãs, William Dafoe também é um talento desperdiçado.

O Filme: A história é interessante, tem potencial e foca um problema real, a sobrelotação do planeta Terra. Infelizmente, apesar dos bons valores de produção, a acção arrasta-se sem emoção ou qualquer tipo de suspense. A única coisa boa do filme é pensar como é que eles terão feito as cenas em que as diversas irmãs contracenam umas com as outras; sem dúvida um excelente trabalho de montagem e efeitos especiais. O cinema de ficção-científica fica mal servido com esta pobre realização de Tommy Wirkola.

Classificação: 2 (de 1 a 10)







Monday, October 23, 2017

GEOSTORM – AMEAÇA GLOBAL (Geostorm) de Dean Devlin

A História: Quando a Natureza ameaça dar cabo do nosso planeta e da raça humana, é criado uma rede de satélites capazes de controlar as forças da Natureza. Como não podia deixar de ser, uns anitos mais tarde, alguém usa esses mesmo satélites para dar cabo do planeta e servir os seus interesses.

Os Actores: Gerard Butler é o herói da fita e, como sabemos, tem perfil para isso. Já Jim Sturgess e Abbie Cornish não me convenceram mesmo nada e quanto menos falar da pequena e péssima Talitha Eliana Bateman, como a filha de Gerard Butler, melhor. Os veteranos Ed Harris e Andy Garcia dão alguma credibilidade aos acontecimentos e Alexandra Maria Lara, como a comandante da estação, não está mal.

O Filme: O realizador Dean Devlin foi, juntamente com Roland Emmerich, responsável pela destruição do nosso planeta em filmes como INDEPENDENCE DAY e GODZILLA, pelo que não é estranho a esta mistura de cinema-catástrofe com ficção-científica, daí talvez ter escolhido o tema para a sua estreia na cadeira de realizador. Aqui temos ondas gigantes, frentes geladas, tufões, tempestades eléctricas e outras coisas mais; tudo com pouco suspense, um grupo de personagens pouco cativante e um elenco mal dirigido. O aspecto da história que funciona melhor é o seu lado de thriller; quem será o mau da fita? Apesar disto tudo e de lamechices forçadas como o rapaz indiano e o seu cão, dá-me sempre algum gozo ver este tipo de filmes e pelo menos não é chato. Dentro do género há muito melhor, mas se gostam destas coisas, acreditem que se vão divertir no cinema.

Classificação: 4 (de 1 a 10)






Monday, October 9, 2017

BLADE RUNNER 2049 de Denis Villeneuve

A História: K é incumbido de desvendar a verdade por detrás do nascimento de uma criança cuja existência pode modificar a vida de todos. A sua investigação leva-o até Rick Deckard, cujo paradeiro é desconhecido, mas há mais gente interessada na tal criança e em encontrar Rick.

Os Actores: Pois é, Ryan Gosling é um gajo giro, com uma atitude “cool” que se repete de filme para filme e que começa a tornar-se irritante. Neste filme está praticamente inexpressivo e quando contracena com o veterano Harrison Ford, este revela muito mais emoções que ele. Jared Leto também aparece, mas não marca presença. São as meninas, e giras que elas são, que mais chamam a atenção. Sykvia Hoeks é a “mázona” de serviço, Ana de Armas o doce holograma Joi e Mackenzie Davis uma compreensiva prostituta que me fez lembrar Daryl Hannah.

O Filme: Parece mentira que já foi há 35 anos que o BLADE RUNNER estreou e que este continua a influenciar o cinema do género; quase que se pode dizer que, pelo menos em termos visuais, houve cinema de ficção-científica antes do BLADE RUNNER e depois dele. Agora temos a sua sequela e duvido que tenha o mesmo impacto que o original.
Visualmente forte (o trabalho de fotografia de Roger Deakins é fantástico) e com um bom argumento, que levanta uma questão interessante (podem os androides terem filhos?), falta-lhe o lado de “film noir” que fazia toda a diferença no original. O personagem de Rick Deckard seguia as pisadas dos detectives personificados por Humphrey Bogart e a ligação entre eles e nós público era imediata. Isso não se passa aqui, o ar frio de K não criou empatia comigo e por isso o seu destino foi-me indiferente. Tecnicamente perfeito, falta-lhe um coração emocional que nos mantenha acordados durante quase três horas e não havia necessidade de ser tão longo. Bonito de ser ver, mas demasiado lento e sem suspense. Talvez levante questões filosóficas profundas, mas devia-o fazer de forma mais estimulante. Uma bonita decepção!

Classificação: 4 (de 1 a 10)