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Saturday, July 22, 2017

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War for the Planet of the Apes) de Matt Reeves

A História: Caesar tenta levar a sua raça para um lugar seguro, mas quando The Colonel, um militar humano, assassina a sua mulher e filho, ele deixa vir ao de cima o seu lado vingativo e declara guerra ao Colonel e às suas tropas.

Os Actores: É verdade, Woody Harrelson tem um excelente desempenho como The Colonel, a pequena Amiah Miller convence como a muda Nova e Gabriel Chavarria vai bem como o confuso Preacher. Mas nenhuma interpretação dos humanos se compara à dos macacos. É impressionante o quão expressivos e humanos eles são e como Caesar, Andy Serkis é simplesmente fantástico. E o que dizer da fantástica Karin Konoval como Maurice ou do divertido Steve Zahn como Bad Ape? Qualquer um deles conquistou a minha simpatia. É incrível a empatia que estes “macacos” conseguem criar connosco espectadores, ou pelo menos comigo.

O Filme: Adorei o capítulo anterior, DAWN OF THE PLANET OF THE APES, e este não lhe fica muito atrás. Peca por ser às vezes um pouco lamechas de mais e tem muitos momentos mortos, mas no todo é um épico de guerra e ficção científica. Mas é também um filme emotivo sobre a família e o que estamos dispostos a fazer pelo bem-estar dos nossos. O realizador/argumentista Matt Reeves humaniza os macacos de forma incrível, ao mesmo que faz de nós humanos uns grandes sacanas, que só pensamos no poder e pouco mais. Para os fãs do original de 1968, o aparecimento dos personagens Nova e Cornelius carrega consigo uma grande carga de nostalgia e senti um certo conforto com a sua presença. Os efeitos especiais são inacreditáveis e o resultado final é um verdadeiro épico como há muito não via. Dei muitas vezes por mim a pensar em filmes bíblicos como OS 10 MANDAMENTOS. Para mim, é um dos grandes filmes deste ano e acredito que tem chances de ser um dos nomeados ao Óscar de melhor filme, entre outros. A não perder!

Classificação: 8 (de 1 a 10)














Sunday, June 11, 2017

A MÚMIA (The Mummy) de Alex Kurtzman

A História: O túmulo de uma antiga e malvada princesa egípcia é descoberto por acaso e levado para Londres. Aí, ela depressa volta à vida, decidida a ajudar o terrível deus do mal a encarnar no corpo de um homem; o seu alvo é o Nick Morton, o homem que descobriu o seu túmulo.

Os Actores: Tom Cruise, naquele que é capaz de ser um dos seus personagens mais parvos da sua carreira, teve a excelente ideia de não levar nada disto a sério e a dar-se ao gozo. Como o seu amigo e parceiro de aventuras, Jake Johnson fez o mesmo. Já as meninas de serviço, Sofia Boutella como a sexy princesa maldita e Annabelle Wallis como a sonsa arqueóloga, não seguiram o seu exemplo e parecem não se divertir tanto. Por fim, temos um exagerado Russell Crowe no papel duplo de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (confessem que não estavam à espera desta, eu não estava).

O Filme: Sou um fã incondicional do THE MUMMY de 1999 com Brendan Fraser, que achei super-divertido e emocionante. Esta nova versão, também produzida pela Universal, não é um remake desse filme e tão pouco do clássico dos anos 30 interpretado por Boris Karloff. O que temos é um filme de aventuras, que não se leva muito a sério e que, curiosamente, tem mais a ver com o género de terror do que aquilo que esperava. Houve dois filmes que me vieram imediatamente à cabeça, o LIFEFORCE do Tobe Hooper, com a múmia a sugar a vida das suas vítimas, e o LA NOCHE DEL TERROR CIEGO de Armando de Ossorio, com os seus zombies templários. A falta de suspense e de emoção é compensada com bons efeitos especiais e pelo divertimento despretensioso que o realizador Alex Kurtzman imprime ao filme. O pior é mesmo a presença de Jekylll/Hyde, que parece metida a martelo, mas que talvez venha a ter alguma justificação se a Universal for para a frente com o seu projecto Dark Universe (onde pretendem dar vida às suas personagens clássicas).

Classificação: 6 (de 1 a 10)