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Thursday, May 25, 2017

COLOSSAL de Nacho Vigalondo

A História: Gloria, uma jovem que adora noitadas, é forçada a deixar a sua vida em Nova Iorque e a voltar para a sua terra natal. No dia seguinte à sua primeira noitada nessa terreola, descobre que um monstro gigante está a destruir a cidade de Seoul. Sem saber bem porquê, apercebe-se que ela e esse monstro têm uma ligação directa e que só ela pode impedir que a destruição de Seoul continue.

Os Actores: No papel de Gloria, Anne Hathaway brilha como uma jovem frágil, alcoólica, irresponsável, que se vê obrigada a crescer e a enfrentar uma estranha e negra realidade. Esta é, para mim, uma das melhores interpretações desta talentosa actriz. Como Oscar, o seu amigo de infância, o cómico Jason Sudeikis revela uma faceta que desconhecia e fá-lo muito bem, causando algum incómodo. Num papel mais secundário, Dan Stevens é um bonitinho insensível.

O Filme: A frase publicitária original, “existe um monstro dentro de todos nós”, assenta que nem uma luva neste interessante filme do espanhol Nacho Vigalondo. Começa como uma comédia dramática de possíveis contornos românticos, de repente temos uma espécie de primo do Godzilla a destruir Seoul e, conforme vamos avançando na história, esta vai-se tornando inesperadamente muito negra. Não é fácil encaixar este filme num género específico, mas diria que estamos perante um drama fantástico, com algum humor negro e que fala de coisas séries de forma simples. Felicito o realizador por não recear ir contra as convenções, por nos dar algo de original e por me ter conseguido surpreender. Não posso dizer que seja excelente, mas gostei e tem tudo para se vir a tornar um filme de culto. Aconselho aos fãs de cinema fantástico e de obras estranhas; acreditem, este é um dos filmes mais originais do ano!

Classificação: 7 (de 1 a 10)













Tuesday, May 23, 2017

ALIEN: COVENANT de Ridley Scott

A História: Uma nave terrestre, que transporta uma colónia de humanos rumo a um novo planeta, interrompe a sua trajectória para investigar o sinal vindo de um planeta remoto. Aí, encontram o androide David e uma ameaça extraterrestre que os força a lutar pela sua sobrevivência.

Os Actores: Michael Fassbender é irrepreensível no papel duplo dos androides David e Walter. Esse excelente actor cria duas personalidades completamente distintas e, quando contracena consigo próprio, o filme ganha uma dimensão quase shakespeariana. Infelizmente, o restante elenco é pouco mais que carne para canhão, criando um grupo de personagens desinteressantes e sem carisma. No papel da heroína, Katherine Waterston não me convenceu e a sua cara de bebé-chorão não encaixa bem neste universo. Quanto a Billy Crudup tem, como o fraco e meio aparvalhado chefe da tripulação, a pior interpretação da sua carreira.

O Filme: Meu querido Ridley Scott, por favor deixa o universo do ALIEN em paz e dedica-te a outras coisas. O presente filme parece uma colagem tipo “momentos altos” do ALIEN e ALIENS, mas com resultados bastante inferiores. O melhor é o lado visual, muito inspirado na obra de H. R. Giger e é uma pena que não seja mais bem explorado. A história segue-se sem emoção ou suspense, com uma cena quase épica pelo meio (a destruição da civilização do planeta). Se estão à espera de explicações relativas ao filme anterior, PROMETHEUS, esqueçam; acho que, como eu, vão ficar ainda com mais perguntas. O gore por vezes exagerado e a atitude histérica de alguns dos personagens também não ajuda a criar ambiente. Tenho saudades da simplicidade da história dos dois primeiros filmes da série e dispensava as teorias filosóficas das prequelas. Consta que vem aí mais um, pode ser que desta vez Ridley Scott se afasta da cadeira de realizador e deixe sangue novo pegar na saga. O ALIEN merece melhor e nós também.

Classificação: 4 (de 1 a 10)






























Thursday, May 11, 2017

INNER GHOSTS – Campanha no Kickstarter

A campanha no Kickstarter para apoiarem o filme de terror de produção portuguesa INNER GHOSTS de João Alves, está neste momento em aberto e assim se manterá até dia 1 de Junho. Agora é a nossa grande oportunidade de dar apoio a este filme, aqui fica o link: kickstarter.inner-ghosts

Entretanto, aproveito para partilhar convosco dois novos cartazes para o filme.

Se estiverem interessados, podem ler mais um pouco sobre este filme clicando aqui ou visitando o www.innerghosts.com




Wednesday, May 10, 2017

VIRAL de Henry Joost e Ariel Schulman

A História: Uma estranha pandemia está a dar cabo da população mundial. Numa pequena cidade da Califórnia, as irmãs adolescentes Sofia e Stacey vêem-se separadas dos pais por causa da quarentena que isola a cidade e tentam sobreviver sozinhas. Quando Stacey é infectada, a outra decide fazer tudo para salvar a mana, mesmo que isso ponha em risco a sua vida.

Os Actores: As jovens Sofia Black-D’Elia e Analeigh Tipton dão credibilidade e simpatia às suas personagens, fazendo-me interessar pelo seu destino. A primeira é a filha certinha, virgem e determinada; a segunda é a filha rebelde, mas também frágil. Travis Tope é o insonso namorado da primeira e Machine Gun Kelly o marado namorado da segunda; ambos encaixam bem nos seus personagens.

O Filme: O cinema de terror sempre se deu bem com produções de baixo custo, anteriormente chamadas de “série B”, e este é um bom exemplo do que digo. Não há dúvida que ultimamente tem havido muitas histórias que misturam zombies com pandemias; o que distingue este filme dos outros é a sua pequena dimensão. Os realizadores Henry Joost e Ariel Schulman abordam o tema de forma intimista, estando mais interessados na relação entre as duas irmãs e como elas lidam com o problema. A acção, em ritmo lento, é eficaz em criar uma sensação de claustrofobia, mesmo nas cenas ao ar livre e isso resulta em beneficio do filme. Quem for ver este filme à procura de grandes cenas de pânico ou muito gore, vai ficar decepcionado, se bem que as cenas com os vermes (a fazer lembrar THE STRAIN) podem deixar os estômagos mais fortes um pouco indispostos. Não é uma obra-prima, mas tem suspense quanto baste e recomendo aos fãs do género.

Classificação: 6 (de 1 a 10)